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Robert Scheidt

Scheidt garante vaga na medal race do evento-teste para Olimpíada de Tóquio

Apesar do dia difícil no Read Steady Tokyo, em Enoshima, no Japão, bicampeão olímpico manteve-se no top 10 e vai disputar a primeira regata de medalha em seu retorno às grandes competições da Classe Laser

21.08.2019  |  946 visualizações

São Paulo (SP) – Robert Scheidt vai disputar sua primeira medal race em seu retorno às grandes competições na Classe Laser. Após ‘bater na trave’ nos três campeonatos anteriores (Troféu Princesa Sofia, Semana de Vela de Hyères e Campeonato Mundial), o bicampeão olímpico larga entre dez melhores barcos do Read Steady Tokyo nesta quinta-feira (22), em Enoshima, no Japão. “Um objetivo está cumprido, que é fazer a primeira regata da medalha de 2019. Eu gostaria de entrar na raia do evento-teste para a Olimpíada melhor classificado, mas o importante é seguir em frente, evoluindo rumo aos Jogos de Tóquio/2020”, avaliou.

Scheidt garantiu a última vaga na medal race após um dia difícil em Enoshima. “O vento estava muito fraco e, infelizmente, não consegui executar bem as largadas, que foram o ponto chave nas duas regatas. Tentei ainda recuperar, mas não tinha muita opção. Com isso, acabei fazendo 18° e 19°. Porém, apesar do dia ruim em termos de resultado, consegui me manter no top 10, caindo de oitavo para décimo lugar. Agora é tentar subir um pouco mais. Pelas minhas contas, dá para chegar até em oitavo. O nível aqui é altíssimo”, explicou o atleta, que é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex e conta com o apoio do COB e CBVela.

Com 105 pontos perdidos após dez regatas no Read Steady Tokyo, Scheidt está a 40 pontos do terceiro colocado, o norueguês Hermann Tomasgaard, que tem 65. O líder da fase de classificação, o suéco Jesper Stalheim, soma 60. Robert gostaria de ter sido mais regular em Enoshima, mas enfrentou problemas com a juria. Levou duas bandeiras amarelas pela regra 42, na qual os juízes entendem que o velejador usou o movimento do corpo para aumentar a velocidade do barco, ação conhecida por bombear. Com isso, perdeu posições em uma regata e foi obrigado a se retirar da segunda, o que lhe custou pontos importantes. Mesmo assim, garantiu um lugar entre os dez melhores entre 35 barcos.

Scheidt está classificado para os Jogos de Tóquio e é o único brasileiro entre os 35 barcos que disputam o evento-teste em Enoshima. Porém, ainda precisa esperar a convocação final para a delegação brasileira para confirmar presença na Olimpíada de 2020. De acordo com o critério da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), ele só perde a vaga se outro atleta do Brasil subir ao pódio no Mundial da Laser em 2020.

Quarto passo - O Ready Steady Tokyo é a quarta grande competição de Scheidt em seu retorno à classe Laser, após cerca de dois anos afastado. E pode ser encarado como o quarto degrau para disputar a sétima Olimpíada da carreira. Ele já fez história ao garantir índice para os Jogos de Tóquio/2020 com o 12° lugar no Campeonato Mundial da Classe Laser 2019, em Sakaiminato, no Japão, dia 9 de julho. Agora, quer mais. Quer evoluir para ter condições de lutar pelo pódio no Japão. Se conseguir, vai acrescentar mais uma medalha a sua coleção de cinco, o que já faz dele o recordista do Brasil em número de medalhas olímpicas, junto com Torben Grael.

Maior atleta olímpico brasileiro

Cinco medalhas:
Ouro : Atlanta/96 e Atenas/2004 (ambas na Classe Laser)
Prata : Sidney/2000 (Laser) e Pequim/2008 (Star)
Bronze : Londres/2012 (Star) 

181 títulos - 89 internacionais e 92 nacionais, incluindo a Semana Internacional do Rio, o Campeonato Brasileiro de Laser e a etapa de Miami da Copa do Mundo, todos em 2016. Em novembro de 2017, pela Star, conquistou a Taça Royal Thames e, neste domingo, o Europeu de Star.

Laser
- Onze títulos mundiais - 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002*, 2004 e 2005 e 2013
*Em 2002, foram realizados, separadamente, o Mundial de Vela da Isaf e o Mundial de Laser, ambos vencidos por Robert Scheidt
- Três medalhas olímpicas - ouro em Atlanta/1996 e Atenas/2004, prata em Sydney/2000

Star
- Três títulos mundiais - 2007, 2011 e 2012*
*Além de Scheidt e Bruno Prada, só os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode venceram três mundiais velejando juntos, na história da classe
- Duas medalhas olímpicas - prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012

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  • Scheidt enfrentou regatas equilibradas no evento-teste
    (Cecilia Yoshizawa / Divulgação)

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